História
O Sindicato do Comércio Varejista de Campinas e Região (Sindivarejista)
foi criado em 1944, ainda sob o impacto da Segunda Guerra Mundial
e do período da ditatura de Getúlio Vargas. Campinas tinha então
pouco mais de 80 mil habitantes. Um deles era Emílio Gerin, comerciante
do ramo de cristais e louças finas, vindo de uma tradicional família
campineira, e que percebeu a necessidade de se criar um órgão que
representasse os integrantes do comércio varejista da cidade.
Nascia ali o Sindicato do Comércio Varejista de Campinas, que em
28 de abril daquele mesmo ano foi reconhecido pelo Ministério do
Trabalho e pôde então eleger sua primeira diretoria, encabeçada
por Benedito Carvalho Martins, que atuava no setor farmacêutico.
Junto com ele, foram eleitos José Luis Ciabatari, empresário dono
de armazéns, como secretário, e Raymundo Urbano, do ramo de materiais
de construção, como tesoureiro.
Três
meses depois, o Sindicato filiou-se à Federação do Comércio do Estado
de São Paulo (Fecomércio).
Desta data em diante, três nomes se revezariam até o ano de 1983
na presidência do Sindicato: Dino Zamarion, Dante Túlio e Jayme
Serra. Em 1983, assumiu o cargo Tochio Guinosa, ocupando-o até agosto
de 2002, quando decidiu afastar-se. Com sua saída, o posto passou
a ser ocupado por Sanae Murayama Saito, que foi eleita presidente
em 2005.
Com nova diretoria empossada, começaram a ser desenvolvidos vários
projetos, visando fortalecer a representatividade dos empresários
do setor de comércio e a defesa de seus direitos, e buscando oferecer
os meios para que eles possam evoluir num mundo em rápida transformação.
Entre as ações promovidas pela nova presidente, está o aprimoramento
da comunicação com os associados do sindicato, com a criação do
site www.sindivarejistacampinas.org.br.
Ao lado da Fecomércio,
o Sindivarejista encaminhou diversas propostas aos governos
federal, estadual e municipal envolvendo questões relevantes para
a categoria, como por exemplo a criação do Simples Paulista, as
mudanças nas propostas das reformas previdenciária e tributária
e a negociação na aprovação da Taxa de Vigilância Sanitária em Campinas
(processo que garantiu 50% de desconto no valor a ser recolhidos
para as empresas inseridas no Simples Paulista).
A entidade passou a oferecer também a seus associados apoio
e orientação em todas as áreas legais (trabalhista, civil e
criminal) gratuitamente ou com preços muito abaixo dos praticados
pelos escritórios de advocacia, através de seu próprio Departamento
Jurídico. Além disso, novos convênios
médicos e hospitalares estão sendo constantemente firmados, de maneira
a oferecer aos empresários do setor alternativas viáveis e de qualidade
na área de saúde.
O sindicato passou a atuar também em outras frentes. Fiel à meta
de oferecer instrumentos para aprimorar os conhecimentos de seus
associados, promoveu-se um debate sobre o Novo Código Civil e um
ciclo de palestras intitulado "Natal Longe do Vermelho". A área
social também ganhou ações específicas, como a parceria com a Prefeitura
de Campinas no projeto "Letra Viva", voltado à alfabetização de
adultos, além de campanhas para a doação de alimentos para entidades
assistenciais.
No final do ano passado, o Sindivarejista promoveu a campanha
"Sonho de Natal", que premiou consumidores e vendedores de lojas
com apartamentos, carros e eletrodomésticos. Também no ano passado,
o sindicato patrocinou dois cursos da Feac. A diretoria do Sindivarejista
iniciou também estudos para a formação da Câmara Intersindical de
Conciliação Trabalhista do Comércio (Cintec) e para a criação da
Cooperativa de Crédito, que deverá atender o empresariado com empréstimos
pessoais, financiamento de bens duráveis e equipamentos de uso pessoal,
além de saneamento financeiro, capitalização e aplicações financeiras
- e, mais importante que tudo, o empresário, como cooperado, será
o dono do seu próprio "banco".
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